"Sujeitos" nas histórias dos outros

Fernando Sestelo

Salvador, BA

A breve apresentação da trajetória do pesquisador em relação à pesquisa tem a finalidade de mostrar desde onde vem a minha implicação em estar neste lugar. Inicio esse percurso apresentando um recorte da caminhada de mais de duas décadas dedicadas ao ensino. Saber o que fomos confirma o que somos.A motivação para desenvolver esse estudo traz inquietações diante das reiteradas demandas e desafios que envolvem a utilização dos habituais recursos didáticos e pedagógicos nas aulas de história. Além dos questionamentos em relação à prática docente, ao se deparar com diferentes práticas adotadas em unidade de ensino da rede pública estadual, a partir da observação em relação à conduta e interesse dos alunos frente aos temas abordados pela História, em situações do cotidiano da sala de aula. Na tríade sujeito, professor e pesquisador apresento aqui o resultado de um estudo que, para Hampatê Bâ, escritor malinês, chamou-me atenção a respeito do trabalho de pesquisa com o qual me identifiquei: O pesquisador deverá se armar de muita paciência e ter “coração de pomba, a pele de crocodilo e o estômago de avestruz”. Explica que “o coração de uma pomba” é para nunca se zangar nem se inflamar, mesmo se lhe disserem coisas desagradáveis. “A pele de um crocodilo”, para conseguir se assentar em qualquer lugar, sobre qualquer coisa, sem fazer cerimônias. Por fim, “o estômago de avestruz”, para conseguir comer de tudo sem adoecer ou enjoar. Acredito ser um sábio conselho na atual condição de pesquisador. Por isso, como opção metodológica, navego nas águas de abrangência da pesquisa, historicizando em todo o momento do texto descrito.Vim de uma família de classe média que escolheu o Recôncavo Baiano como local de veraneio. Meu pai contabilista, na época trabalhando para a Prefeitura de Candeias, cidade que faz parte da região metropolitana de Salvador, foi convidado para conhecer uma vila de pescadores chamada Caboto, localizada numa enseada da Baía de Todos os Santos, nas imediações do Porto de Aratu. Lugar de águas calmas e quentes onde a vida parecia deslizar suavemente sem muita pressa em passar. Foi nesse recanto aprazível que vivi a partir da década de 1980, e também onde aprendi que as primeiras noções de como navegar pelas águas do mar podem ser referência para percorrer, enfrentar e transpor os desafios da vida. Iniciei a imersão na pesquisa, sempre atento aos diálogos dos pescadores e as suas narrativas sobre os acontecimentos a respeito da maneira pela qual esses homens do mar, em geral de pouca instrução escolar formal, aprenderam seu ofício. Como de costume, no meio da manhã, reunidos à beira da praia entre os bancos toscos e da mesa do jogo de dominó, aproveitando a sombra dadivosa do velho tamarineiro, desenvolvia-se a resenha das aventuras e percalços da lida com o mar. Em verdade, esse momento, muito mais que simples relatos, constituía uma troca de experiências entre pessoas na qual o ensinar e aprender era a dinâmica do grupo. O aprendizado ocorria de maneira fluída e deslizante a partir dos relatos, opiniões, embates, questionamentos e o consenso. Percebi ser esse um modelo diferente, quiçá “inovador”, nos moldes da minha compreensão de colegial, na época, do que entendia como conhecimento. Inconscientemente, assimilava esta forma lúdica de troca de saberes entre os pescadores, que contribuíra no constructo do meu senso crítico para além do aprendizado escolar instituído. Muito me encantava ver sentado num castigado banquinho de madeira um velho pescador, neto de escravos, barba e cabelo branco, grande chapéu de palha, pitando o cachimbo do canto da boca, de voz altiva. Ele puxava o assunto da pauta da reunião ao mesmo tempo em que tecia pacientemente os pontos de remendo dos rasgos provocados na pescaria do dia a dia com a tarrafa, uma das suas ferramentas de trabalho, e um tipo de rede de pesca muito utilizada no local. À medida que o tempo avançava, criava a expectativa de quem sabe um dia também poder participar das resenhas emitindo opinião, apesar de saber que ainda era um simples espectador externo àquela comunidade, mas com o olhar curioso e atento. Sempre apreciei conhecer e ouvir as histórias do viver das pessoas até que certo dia o velho pescador disse: “Ô menino galego, segura esse carretel de nylon para você me ajudar a terminar o conserto da tarrafa “pró mode” [sic] ir pescar”. O menino era eu. Mesmo sem saber mensurar o quanto representava aquela participação em termos de contribuição, pessoalmente avaliei ser um avanço. Embora de maneira imberbe estivesse me incorporando à vida daquele lugar, talvez a partir deste ponto me enxergassem menos como um veranista e mais como alguém de “consideração”, talvez pertencente àquele grupo de pescadores.Os caminhos do mar, as esquinas do tempo, a história do lugar e a trajetória dos sujeitos aos poucos delineiam o percurso do pesquisador. Quando navegava nas águas serenas e plácidas da Enseada de Aratu, um braço de mar da Baía de Todos os Santos, avistei uma construção. Tratava-se da sede de um antigo engenho de açúcar, conhecido como Engenho da Freguesia, nas imediações do distrito de Caboto, município de Candeias na Bahia. Atraído pela curiosidade semelhante àquela pela qual marinheiros são enfeitiçados pelo canto da sereia, segundo reza a lenda, aportei num cais de madeira do qual me proporcionou a visão inicial do imponente sobrado em estilo colonial caiado de branco com quatro pavimentos, muitas janelas e sacadas tingidas de verde. Mais à frente, situado entre o belo verde gramado da casa principal e a praia, um galpão comprido com muitas entradas em forma de arco e poucas portas, onde enormes moendas e grandes tachos de metal, testemunhas do tempo que serviam como aparatos na produção do açúcar. A descrição dessa minha memória da primeira visita, entre muitas, ao engenho refere-se ao Museu do Recôncavo Wanderley de Pinho. Uma peça arquitetural majestosa de inestimável valor histórico que, na época de 1980, era administrado pelo Centro Industrial de Aratu (CIA). Todo o conjunto do museu consistia numa aula viva de História: no seu interior o mobiliário colonial, artefatos de decoração, vestimentas, equipamentos de moagem, tachos, objetos sacros e o estilo arquitetônico revelam e desvelam o retrato de um tempo. Tantas memórias estavam presentes naquele ambiente que pulsava História e evocava vozes esquecidas contidas no estilo arquitetônico do casario, mobiliário, cultural, material. Memórias de vidas estampadas em todos os cantos. Como trazê-las de volta? Com tanta provocação acredito ter surgido a motivação no menino em pesquisar esse passado palpável tão próximo concretamente, mas tão distante subjetivamente. Para Moran, Masetto e Behrens (MORAN; MASETTO. BEHRENS, 2008, p. 23) “aprendemos melhor quando vivenciamos, experimentamos, sentimos”. Quando esses conteúdos que são trabalhados na construção do conhecimento são atribuídos à necessidade de aprender para podermos utilizá-los quando nos traz vantagens e significados. Segundo o mesmo autor, “aprendemos pelo interesse, pela necessidade” (MORAN; MASETTO. BEHRENS, 2008, p. 23). O ato de visitar in loco tem um efeito sedutor para aumentar a curiosidade, tornando mais fácil a compreensão ao nível do operacional de quem apreende e vivencia. É por isso que alunos da disciplina de História imergem no ambiente físico, mas também, na contemporaneidade, vivem mergulhados no ambiente virtual tecnológico intercambiando momentos de interação.A interação é o fio condutor que ativa o pertencimento do sujeito em relação ao que observa, pois o referencial torna-se mais plausível, lúdico. Segundo Vigotsky (2005), é na interação que o homem se faz homem. Falar na possibilidade de um Museu Didático de Itapuã, com o seu acervo digital/virtual a ser visitado é também propor um encontro de muitos sujeitos com muitos outros. Nessa compreensão, é possível aferir ser o museu, em alguma medida, um instrumento didático que proporciona vivenciar a História de muitos sujeitos, trazendo memórias dos percursos e dos artefatos produzidos por eles, como processo educativo.Durante a trajetória escolar, fui inspirado por ótimos professores que me desafiavam a produzir apresentações orais e textuais, principalmente em História e Geografia. Quando convidado por um deles a realizar uma aula sobre Império Romano surge a certeza, nesse dia, do caminho a seguir: ser professor. Imerso nesse contexto, e concluído o ensino médio, presto exame vestibular para História na Universidade Católica de Salvador (UCSAL), onde concluí o Ensino Superior. Durante a graduação, por força das circunstâncias, foi preciso entrar no mercado de trabalho, a fim de pagar os custos das mensalidades da universidade. Assim, passo a fazer parte do segmento social aluno trabalhador.A relação com a tecnologia computacional surgiu por ser admirador dos aparatos e seus recursos tecnológicos eletrônicos. Desse encantamento emerge o impulso em adquirir um computador pessoal. Assim, deixo a condição de curioso para autodidata em programação de códigos computacionais. Logo, passo a fazer parte do mundo do trabalho na área de tecnologia ao conseguir a transferência para o Centro de Processamento de Dados (CPD) de uma instituição do setor financeiro. No ambiente se encontrava a última geração de tecnologia computacional em Mainframe com equipamentos sofisticados, capazes de processar uma enorme quantidade de registros em segundos, constituído de sistemas de informação e programas de computador desenvolvidos para prestar respostas em tempo real. No meu viver, nas tessituras cotidianas da sobrevivência entre estudo e trabalho, completo em 1989 a Graduação de Licenciatura em História. A percepção sobre deter o conhecimento indica algo inacabado, uma limitação que precisa ser superada: é premente compartilhar o(s) saber (es). Nessa perspectiva, me candidatei ao concurso para professor da rede estadual de ensino público. Aprovado, em 1992 iniciei carreira docente no Colégio Estadual Severino Vieira (CESV), localizado no bairro de Nazaré, em Salvador. Estava diante de uma sala abarrotada de adolescentes inquietos e dispersos, até então com a vasta experiência de um mês de estágio supervisionado da graduação. A vivência no recente ofício trouxe o primeiro impacto. Foi a constatação de que o tempo dispensado, especificamente em relação à prática docente, durante a graduação em licenciatura era insuficiente à formação, apesar dos valorosos esforços dos professores de Didática em tentar atenuar essa deficiência do currículo na graduação. Ações como o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), se estivessem em funcionamento na época, em muito contribuiriam para fortalecer a iniciação à docência. No ano seguinte, por razões de adequação dos horários das atividades laborais desempenhadas na iniciativa privada em paralelo com as do ensino no CESV foi necessário transferir o turno de trabalho no colégio para o período noturno. Permeado de incertezas dessa mudança de contexto e cenário, principalmente em relação a pouca experiência em sala de aula, concernente àquele perfil de aluno trabalhador, aliada à precarização do apoio que deveria vir da coordenação pedagógica do colégio, da qual o turno noturno era desprovido na referida unidade escolar, constatei ser preciso reformular toda minha prática didático-pedagógica.Repensei o meu fazer frente a um novo desafio: o de cativar a atenção das turmas majoritariamente constituídas por aluno trabalhador, que necessitava dividir o seu tempo de trabalho com o estudo e possuía faixa etária em geral maior a do docente, o que transmitia uma enorme vontade de aprender, apesar de todas as dificuldades pessoais aliadas as deficiências pedagógicas e de infraestrutura da escola pública, em especial do ensino noturno. Como nos ensina Veiga (2007): O professor criativo, de espírito transformador, está sempre buscando inovar sua prática e um dos caminhos como tal fim seria dinamizar as atividades desenvolvidas em sala de aula. Uma alternativa para dinamização seria a variação das técnicas de ensino utilizadas; outra seria a introdução de inovação nas técnicas já amplamente conhecidas e empregadas (VEIGA, 2007, p. 35)Graças à solidariedade dos colegas de profissão em compartilhar as experiências em sala de aula foi possível captar estratégias na adequação da minha prática, pois o pensamento docente estrutura-se no esteio de experiências individuais e nas interações entre seus pares. Procede daí o entendimento de que esse conhecimento se produz tanto na própria experiência docente quanto nas trocas e intercâmbios vividos entre os professores. Posto isso, as práticas educativas não são fatos isolados uns dos outros que conforme Dukheim (2001) “estão ligados no mesmo sistema em que todas as partes contribuem para um mesmo fim: é o sistema de educação própria de um país e de um tempo”. (DUKHEIM, 2001, p.75).O tempo seguiu seu curso, mas o desconforto com aquele estado das coisas na educação insistia em permanecer. Experienciar foi o verbo em voga naquele contexto. Procurei colocar em prática a salutar metodologia do ouvir o que os estudantes tinham a dizer a respeito de como tornar as aulas mais atrativas. O surpreendente foi constatar nessas oitivas que o senso comum apontou para a elaboração de esquemas em forma de resumos dos assuntos na lousa e aplicação de atividades em grupo em sala. Acredito que, ao optar por ensinar na rede pública, tomei como mola mestra a crença, o desafio de difundir a importância da educação como instrumento de promoção social da pessoa. No ano de 2000, em razão da minha mudança de domicílio para o bairro que o poeta Vinicius de Morais fixou morada, solicitei e consegui transferência para o Colégio Estadual Governador Lomanto Júnior (CEGLJ) em Itapuã, atuando como professor apenas no turno noturno. Vale ressaltar que em relação à infraestrutura e as condições dispensadas ao ensino noturno pouco alteraram ao quadro insatisfatório encontrado no Colégio Estadual Severino Vieira. Repetem-se os problemas referentes à carência de infraestrutura e de pessoal, recursos didáticos escassos, as reclamações de ausência de aulas por falta de docentes, alunos infrequentes e outras deficiências. Destarte a essas situações, vale enaltecer a persistência dos estudantes em manter-se na finalidade de concluir o ciclo de estudo, mesmo diante dos percalços, alguns retornando ao ambiente da escola muito tempo depois de terem abandonado os estudos. Nas reminiscências do percurso, impossível não ficar com os olhos mareados quando alguém que retomou o estudo depois de muito tempo afastado da escola ao concluir o 3º ano do Ensino Médio lhe agradece dessa forma: “Obrigado professor por me incentivar e acreditar em mim”. Participar de alguma maneira das histórias de vida dessas pessoas é gratificante e, particularmente, foi o combustível da minha resiliência diante dos obstáculos em manter a crença na educação como principal vetor de libertação. Quanto ao perfil de aluno trabalhador, entretanto, havia uma peculiaridade relativa ao alunado de Itapuã: uma parte significativa era constituída por morador do bairro ou da circunvizinhança. Dessa maneira, a leitura do contexto escolar vincula a uma nova realidade que num primeiro momento passou despercebida ao olhar didático-pedagógico deste docente: considerar a relação de identidade com o bairro e a possibilidade de aproveitar, com vistas em aprimorar a aprendizagem, o sentimento de pertencimento da comunidade escolar e o lugar. Nessa estimulante busca por modelos de práticas pedagógicas que produzisse aulas de História mais dinâmicas e interativas, voltadas à melhoria da aprendizagem utilizando a vivência na área de tecnologia, experenciei fazer uso do ambiente das redes na internet como opção de ferramenta de suporte pedagógico, a partir da criação de um blog . Em razão da precariedade de materiais didáticos (livro ou reprografia de textos), disponibilizei em ambiente virtual os assuntos tratados nas aulas e exercícios para fixação dos assuntos. Tempos depois com o avanço da tecnologia, ampliação da rede de conectividade, redução dos custos de acesso à internet, a popularização dos smartphones foi construído o portal AWALOM , como pressuposto da inclusão digital de professores e alunos, desenvolvido em ambiente Web. Atualmente, sete disciplinas fazem uso do portal. Cabe assinalar, tanto o Blog História de Mestre quanto o AWALOM foram iniciativas pensadas dentro do contexto possível para contornar determinada dificuldade estrutural imposta, intrínseca da precariedade eventual da escola pública em oferecer recursos básicos.Dando continuidade em aplacar as minhas inquietações, intuía ser imperativo cogitar formas mais cativantes para apresentar o conteúdo de História, a partir do uso de outra abordagem metodológica. Tomei conhecimento do Programa de Iniciação de Bolsas de Iniciação a Docência (PIBID) e ávido desejei participar. Neste sentido passo a fazer parte como supervisor do PIBID de História que atuou no CEGLJ de 2014 a março de 2018 vinculado a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e coordenado pela Prof.ª Dr.ª Maria Inês Correia Marques. Cativado pela proposta desse programa de iniciação à docência, cujo projeto matricial teve como lastro a História, Memória e Educomunicação para difusão dos Direitos Humanos na perspectiva de contribuir da formação dos graduandos em licenciatura. Neste ponto do percurso, as curvas do acaso e as esquinas da História conectam Itapuã às do Colégio Estadual Governador Lomanto Júnior (CEGLJ). Durante as reuniões com os bolsistas e a coordenadora do PIBID, importantes contribuições emergiram para elaboração do primeiro plano de ação no colégio e a definição da proposta em trabalhar com a história local, a partir do “achado” por ouvir falar do acervo do Museu Didático Comunitário de Itapuã (MDCI), resultado de um projeto de Doutorado em Educação da Prof.ª Maria Célia Santos, idealizadora e implementadora do MDCI desenvolvendo ações de pesquisa, ensino e extensão entre 1993 e 2000. Navegando na trilha desse percurso, transitando pela tríade do percorrido, ocorrido e incorporado (LEÃO, 2016), o meu caminhar ganhou consistência, novas direções despontaram a rota na pesquisa em Educação, e isso contribuiu para galgar e consegui cursar o mestrado. O novo percurso provoca um olhar inquiridor sobre o ensinar e aprender, a partir da vivência no grupo de estudo do Projeto RedePub/GesPub, vinculado ao Grupo de Pesquisa Geotecnologia, Educação e Contemporaneidade (GEOTEC) do Programa de Mestrado Profissional em Gestão e Tecnologias Aplicadas à Educação (GESTEC), da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Em ambiente prazeroso, aprofundei nas discussões das bibliografias teórico-conceitual que contribuíram para o aprofundamento do entendimento sobre Memória, História, Lugar, Geotecnologia, convergindo para Processos Criativos utilizando Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Apoiado na fundamentação teórica, aliada às importantes contribuições metodológicas adquiridas nas discussões do Projeto RedePub, foi fincada a baliza da viabilidade em empregar o acervo museológico como instrumento de intermediação tecnológica e proposta inovadora na melhoria da aprendizagem, numa perspectiva do registro da história e memória em espaços educativos públicos, ao mesmo tempo em que se concebeu como uma alternativa promissora, com algumas adaptações, para o ensino da História. Sustentado neste aparato teórico disponibilizado e das participações nos encontros dos Fóruns GEOTEC e REDEPUB, foi possível consolidar os alicerces que amparam a presente pesquisa. O Projeto Agenda Acervo RedePub desenvolve estudos de História e Memória em Rede de Espaços Públicos Educativos. Configura-se como processo tecnológico o registro de pertença dos sujeitos que fazem história nesses espaços. O RedePub possui duas ações integradas e intermediadas: O GesPub (Processos de Inovação Gerencial) e o RedeForm (Processos de Inovação Formativa). O presente estudo se insere no GesPub, pois se trata do gerenciamento do processo de criação do Museu Virtual a partir do acervo museal digitalizado na perspectiva de torná-lo também formativo, educativo, para o ensino da história..

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